24 outubro 2025

Viagem da Elena e Fernando a Portugal… 2025


@⁨Eduardo⁩, @⁨Beto⁩, “Queridos, mais uma vez obrigada pelo carinho [tido] connosco! Espero poder retribuir quando forem ao Brasil. Foi um imenso prazer conhecê-los pessoalmente 😍😍”,
por Elena Molinari via WhatsApp, 24.out.2025

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O Atlântico não separa - une-nos!
É uma ponte feita de saudade…
Por vezes, fico a olhar o oceano e penso: “do outro lado está parte da minha família…”

Cresci assim - com o coração repartido entre margens: o Brasil, pelo meu pai, a Venezuela, pela minha mãe.

Esses lugares nunca foram apenas topónimos em mapas, mas continuação do nosso lar, da nossa mesa posta, das histórias que não terminam.

Foram - e são - braços abertos do outro lado do oceano que nos abraçam.

Cresci a considerar Amarante como fazendo parte do meu reino, como sendo minha terra, meu berço. Herdei esse pensamento do meu pai Alberto, o mentor de todo este reencontro transoceânico. Integrei no mesmo conceito Andradas e Minas Gerais, Joá - Joaquim Távora

Do lado da minha mãe Maria de Lourdes, aprendi a incluir Barquisimeto, Caracas

Passar para a outra margem oceânica não é apenas atravessar o mar - é regressar a um pedaço de mim.

E vou lá muitas vezes, mesmo sem sair de casa: nas lembranças, nas conversas, nas fotografias e nas histórias que atravessam gerações e o oceano.

Quanto a viajar até às Américas…

Ainda há muito pouco tempo estive por “lá” (por “aí”) - 4 e 5.out.2025, no Brasil - quando os netos da tia-avó Emília se encontraram com os da tia-avó Aurora.

Antes, o Mauro - tia-avó Aurora, e a Maria - tia-avó Emília, já se tinham encontrado em Mogi-Mirim.

Até 2021 (18.maio - Maria Diva), desconheciam a existência uns dos outros, até ao momento em que os reuni… numa homenagem ao Miguel João e à Margarida (Virgínia) de Jesus, que em 1913 partiram em direção às Américas, acompanhados de alguns dos filhos: Anna, António, Álvaro, Ernesto e Aurora.

Por cá ficaram as filhas Maria, Rosa e Emília - esta última apenas se juntaria à família emigrada em 1917.

Foi como se o oceano inteiro se transformasse num abraço - daqueles que não precisam de bilhete de avião.

O Atlântico nunca foi obstáculo: é o elo que mantém viva - na família, a saudade e a certeza de que o amor também atravessa navegando e abraçando.

Abraços, beijos e abreijos - sempre com o coração voltado para o outro lado do mar.

“Viagem da Elena e Fernando a Portugal… 2025”
Eduardo José, 24.out.2025

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