24 outubro 2025

Carta-Crónica - O Mar Que Nos Une

Imagem 1

RAÍZES… O QUE NOS UNE!” na rede...

"As raízes são um símbolo poderoso de conexão e pertencimento. Elas representam não apenas a ligação física que as plantas têm com o solo, mas também as conexões emocionais e culturais que nos unem como seres humanos. Cada pessoa carrega dentro de si um conjunto único de raízes, que inclui tradições familiares, heranças culturais e experiências pessoais.

Essas raízes nos moldam, influenciam nossas perspectivas e nos oferecem um senso de identidade e pertencimento. Em um mundo cada vez mais globalizado, é essencial reconhecer e valorizar nossas raízes, pois elas são o que nos liga ao passado e nos dá força para enfrentar o futuro. Ao celebrar nossas raízes, promovemos a diversidade e o entendimento mútuo, criando uma sociedade mais coesa e inclusiva."

Eduardo José Monteiro deQueiroz

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Raízes...

Há muito mais que nos una, do que nos separe!...
Descendentes lusos (brasileiros e portugueses) de Miguel João e de Margarida De Jesus, naturais de Cepelos, Amarante, norte de Portugal, e migrantes para Minas Gerais, Brasil, antes da 1ª Grande Guerra Mundial (25.Jan.1913 / 14.fev.1913).

In www.o-que-nos-une.blogspot.com

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Carta-Crónica - O Mar Que Nos Une

Queridos familiares,

Escrevo-vos movido por memória, afeto e gratidão. Há uma imagem* (imagem 1 e 2) que desejo partilhar convosco - uma imagem simbólica, feita com a ajuda da IA, mas carregada de verdade emocional. Ela reúne duas partes da minha história: uma fotografia minha dos anos 80, tirada em Vila Real, e a foto da Capela do Senhor da Pedra, em Gulpilhares, Vila Nova de Gaia, levantada entre o continente europeu e o mar oceânico.

Foi também nos anos 80 que nasceu em mim o desejo de conhecer as raízes e a diáspora da nossa família. Esse desejo não surgiu do acaso - foi inspirado por alguém que continua presente em tudo o que faço em relação ao reencontro familiar: o meu pai, Alberto. Foi ele o primeiro a sonhar em querer reencontrar os nossos familiares emigrados para o Brasil. Eu apenas segui o caminho que ele, silenciosamente, me mostrou.

Nos anos ‘00 do séc. XXI, vivi em Arcozelo, em Vila Nova de Gaia. Servia como Comandante de Posto Policial, com responsabilidade sobre várias freguesias: Arcozelo, Gulpilhares, São Félix da Marinha e Serzedo. Muito perto ficava a Capela do Senhor da Pedra, lugar que a minha família - Natália e Pedro, visitava amiúde por ser um lugar aprazível e simbólico. Ali, entre o som das ondas e o vento do Atlântico, o sonho do meu pai parecia imperar e ganhar voz.

Aquela capela continua a ser, para mim, um símbolo de fé e permanência. Está erguida onde o mar beija a pedra e onde a areia anuncia o infinito. E esse mesmo mar é o que banha Portugal, Brasil e Angola. Foi por ele que o meu pai partiu para Luanda por volta de 1968, e mais tarde, por volta de 1972 fomos nós - eu, a minha mãe Maria de Lourdes e os meus irmãos Beto e Paulo. O Chico nasceu posteriormente em Luanda, Angola. Por isso, sempre senti que esse oceano não nos separa - une-nos.

Imagem 2

Foi já no início dos anos 2000, no século XXI, antes ainda da minha ida para Gaia, que decidi dar corpo ao sonho antigo, vivia em Vila Real e trabalhava no Peso da Régua. Escrevi um e-mail a alguns jornais de Andradas, no Brasil. E foi por meio da Folha Andradense que a Sueli me encontrou. Ali começou o reencontro, não apenas com pessoas familiares, mas com uma parte de nós mesmos que estava à espera de ser lembrada.

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Hoje, quando vejo aquela imagem que une a minha juventude à capela voltada para o mar, sei que ela representa mais do que uma recordação. Representa um sonho que atravessou séculos e gerações: nasceu nos anos 80 do século XX, e tem-se realizado no século XXI - nos anos 2000, 2010 e 2020.

Queridos familiares, esta carta é um abraço feito de palavras. Uma partilha do passado, mas também uma ponte para o futuro.

Porque, no fim, há oceanos que não separam - há oceanos que aproximam, que contam histórias e que unem famílias.

Eduardo José Monteiro deQueiroz
Peso da Régua, 24.10.2025

* A Imagem 1 é resultado do tratamento por IA da Imagem 2 (foto do Eduardo de 1987 + imagem actual da Capela do Sr da Pedra). Para quem conhece o Pedro, repara que na foto gerada por IA (Imagem 1) o suposto "Eduardo" se parece mais com ele.

Viagem da Elena e Fernando a Portugal… 2025


@⁨Eduardo⁩, @⁨Beto⁩, “Queridos, mais uma vez obrigada pelo carinho [tido] connosco! Espero poder retribuir quando forem ao Brasil. Foi um imenso prazer conhecê-los pessoalmente 😍😍”,
por Elena Molinari via WhatsApp, 24.out.2025

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O Atlântico não separa - une-nos!
É uma ponte feita de saudade…
Por vezes, fico a olhar o oceano e penso: “do outro lado está parte da minha família…”

Cresci assim - com o coração repartido entre margens: o Brasil, pelo meu pai, a Venezuela, pela minha mãe.

Esses lugares nunca foram apenas topónimos em mapas, mas continuação do nosso lar, da nossa mesa posta, das histórias que não terminam.

Foram - e são - braços abertos do outro lado do oceano que nos abraçam.

Cresci a considerar Amarante como fazendo parte do meu reino, como sendo minha terra, meu berço. Herdei esse pensamento do meu pai Alberto, o mentor de todo este reencontro transoceânico. Integrei no mesmo conceito Andradas e Minas Gerais, Joá - Joaquim Távora

Do lado da minha mãe Maria de Lourdes, aprendi a incluir Barquisimeto, Caracas

Passar para a outra margem oceânica não é apenas atravessar o mar - é regressar a um pedaço de mim.

E vou lá muitas vezes, mesmo sem sair de casa: nas lembranças, nas conversas, nas fotografias e nas histórias que atravessam gerações e o oceano.

Quanto a viajar até às Américas…

Ainda há muito pouco tempo estive por “lá” (por “aí”) - 4 e 5.out.2025, no Brasil - quando os netos da tia-avó Emília se encontraram com os da tia-avó Aurora.

Antes, o Mauro - tia-avó Aurora, e a Maria - tia-avó Emília, já se tinham encontrado em Mogi-Mirim.

Até 2021 (18.maio - Maria Diva), desconheciam a existência uns dos outros, até ao momento em que os reuni… numa homenagem ao Miguel João e à Margarida (Virgínia) de Jesus, que em 1913 partiram em direção às Américas, acompanhados de alguns dos filhos: Anna, António, Álvaro, Ernesto e Aurora.

Por cá ficaram as filhas Maria, Rosa e Emília - esta última apenas se juntaria à família emigrada em 1917.

Foi como se o oceano inteiro se transformasse num abraço - daqueles que não precisam de bilhete de avião.

O Atlântico nunca foi obstáculo: é o elo que mantém viva - na família, a saudade e a certeza de que o amor também atravessa navegando e abraçando.

Abraços, beijos e abreijos - sempre com o coração voltado para o outro lado do mar.

“Viagem da Elena e Fernando a Portugal… 2025”
Eduardo José, 24.out.2025

05 outubro 2025

Reencontro

2005 -
O Alberto e o Eduardo enviaram emails para mais que um jornal de Andradas a solicitar que publicassem um PEDIDO DE LOCALIZAÇÃO da Família Ferreira em Andradas.

A FOLHA ANDRADENSE publicou esse pedido em 14.jan.2005, fez este ano 20 anos. [https://o-que-nos-une.blogspot.com/2005/01/pedido-de-localizacao-na-folha.html].

Em Abril de 2005, a Sueli, tendo tido conhecimento deste Pedido de Localização enviado de Portugal à Folha Andradense, enviou para o Eduardo, em Portugal, um email dando conhecimento que eram descendentes da Emília Pereira Leite e de António Ferreira. [https://o-que-nos-une.blogspot.com/2005/04/email-de-11abr2005-resposta-da-sueli.html].

22 fevereiro 2025

MIGUEL PEREIRA LEITE - 1865-1933


Img. 1 - Foto e Assento de Baptismo de Miguel Pereira Leite
Foto cedida por Maria José Soares

Miguel João, d.n. - 8.dez.1865, 20h00; Local: Campanhã, Porto; f.de João Pereira Leite, da Roda de Amarante, e de Custódia Ribeira, de Vila Chã do Marão, Amarante; d.f. - 4.fev.1933; Local: Gramínea (?), Andradas - MG, Brasil; jaz no Cemitério de Gramínea, Andradas - MG, Brasil.


Img. 2 de 22.fev.2025 - Sueli e Paulo | Foto de Cláudio Paixão

Perpétua 1065, Cemitério de Gramínea, Andradas - MG, Brasil.

Este é o túmulo do bisavô Miguel Pereira Leite e, possivelmente, também da bisavó Margarida de Jesus, de Emília Pereira Leite e marido Manuel Ferreira.


Img. 3 de 22.fev.2025 - Sueli e Paulo | Foto do Cláudio Paixão

Placa identificativa / Perpétua 1065, Cemitério de Gramínea, Andradas - MG, Brasil.

Em 22.fev.2025, os irmãos Sueli e Paulo, netos da tia-avó Emília Pereira Leite, e Cláudio Paixão, marido da Sueli, deslocaram-se a Gramínea, Andradas, a fim de visitarem a prima/tia Noémia, filha da tia-avó Emília, residente em Gramínea.

Com ajuda de um neto da prima/tia Noémia conseguiram encontrar a campa do bisavô Miguel João. É possível que a bisavó Margarida se encontre jazendo na mesma campa.

Na Perpétua 1064 encontra-se a família Ferreira, família de Manuel Ferreira, casado que foi com Emília Pereira Leite.

Quanto ao tio-avô Manuel Ferreira, estará possivelmente na campa 1064 ou 1065.

Na placa existente na campa é informado que Miguel João faleceu com 66 anos. Tendo em conta o assento de nascimento/batismo lavrado em 1865, e o falecimento em 1933, conforme a placa, Miguel João terá falecido com 68 anos.

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ACTUALIZAÇÃO 1:

Comunicação feita aos primos através do grupo "primos" do WhatsApp em 03.out.2025:

"Boa tarde caros primos. Em 22 de fevereiro deste ano, a Sueli e o irmão Paulo foram a Gramínea, Andradas, fazer uma visita à tia/prima Noémia, filha da tia-avó Aurora, irmã da tia-avó Emília. Através de um neto da Noémia conseguiram localizar a campa do Miguel (João) Pereira Leite e possivelmente da Margarida de Jesus, e/imigrados de Amarante, Portugal, em 1913, salvo erro, para Andradas, MG. Eram os pais de Aurora e de Emília. https://o-que-nos-une.blogspot.com/2025/10/dn.html

O nosso antepassado Miguel terá falecido com 68 anos e não com 66 anos conforme indica a placa. Essa diferença de idades é normal, embora eu não consiga entender porquê. Monteiro deQueiroz"